Depois de grupo de manifestantes cobrar melhor sinalização na manhã de hoje, na Avenida Guaicurus, em Campo Grande, palco de constantes óbitos, Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) começou a trabalhar no local a fim de reduzir o número de acidentes na região.
No período da tarde foram instaladas placas de sinalização indicando velocidade máxima permitida de 30 quilômetros por hora. Faixa de pedestre e quebra-mola estão previstos para serem instalados amanhã de manhã.
Conforme um dos líderes do movimento, Daniel Gomes do Prado, de 44 anos, proposta apresentada durante reunião realizada na tarde de hoje entre ele e a Agetran foi recusada num primeiro momento.
“Na reunião colocamos nossa proposta que é mudar o trevo, instalar quebra-mola e sinaleiro. Alegaram que, por ser final de ano, não será possível, e que a proposta será analisada no ano que vem”, comentou Daniel.
Para o diretor-presidente da Agetran, Elídio Pinheiro, no início deste ano foi investido em sinalização horizontal e vertical e placas de sinalização na avenida. “Agora em parceria entre a Agetran e a Seintrha, neste sábado (12) será implantado um quebra-molas e nova sinalização para trazer mais segurança à comunidade local e assim evitar acidentes”, disse o diretor durante a reunião.
PROTESTO
A morte da idosa Cecília Paredes, de 73 anos, e problemas na sinalização motivaram protestos de moradores da região da Avenida Guaicurus, na manhã de hoje.
Manifestantes usaram pneus e pedaços de madeira para impedir o tráfego na avenida nos dois sentidos. De acordo com moradores, além da sinalização deficitária em ruas que cruzam a Guaicurus, alta velocidade dos veículos também trazem risco a quem circula no local.
Na esquina da avenida com a Rua Mariazinha Maraviesk, onde aconteceu último acidente grave, a visualização de quem cruza a Guaicurus é complicada e muitos precisam entrar na avenida pela contramão.
ACIDENTE
Na manhã de quarta-feira veículo Gol seguia pela Avenida Guaicurus, quando atingiu o Honda City, que transitava pela Rua Mariazinha Maraviesk. A família que estava no City é do Paraná e estava na Capital para velório de sobrinho.
Equipes do Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para prestar atendimento às vítimas, mas a Cecília Paredes, de 73 anos, morreu na hora. Ela estava no banco de trás do Honda.
João Batista Paredes, de 58 anos, que dirigia o carro, Rosilda Roldão de Araújo, 48 anos, Jarbas Pereira Lima e Marta Paredes Lima foram socorridos, sendo Rosilda e Marta em estado grave. Wilder Helde, motorista do Gol, está na ala verde da unidade.