Diferente do combinado, representante da empresa HVM Incorporações não compareceu à sessão desta terça-feira da Câmara e as dúvidas em relação ao prédio “monstro” que será construído no Centro de Campo Grande continuam sem respostas.
O vereador Edil Albuquerque (PTB) foi o responsável por denunciar o caso na semana passada. Segundo ele, o prédio que promete ser o segundo mais alto da Capital com 35 andares pode causar transtornos para moradores do entorno e empresários.
Ida de representante da construtora estava marcada para hoje, no entanto, ninguém foi à Câmara. Para o vereador, há detalhes que precisam ser explicados por responsáveis pela obra.
“Eu fui procurado pelo entorno, os moradores e as empresas que assustaram e me procuraram. E o potencial construtivo [indicativo do quanto pode ser construído em um espaço sem comprometer a vizinhança] é importante, isso que o empresário teria que vir aqui explicar”, completou Edil.
PROMESSAS
Depois de denúncias feitas pelo vereador na semana passada, a HVM incorporações detalhou, em nota publicada no site da empresa, que o prédio trará benefícios para a cidade e que problemas como sombreamento do entorno e trânsito sobrecarregado já foram estudados.
A empresa também promete gerar 350 empregos diretos e ainda construir uma escola ou Centro de Educação Infantil (Ceinf) que poderá ser usado pela prefeitura depois da conclusão do prédio.
PROBLEMAS
À reportagem do Portal Correio do Estado, Edil disse ter recebido informações que a construtora comprou o potencial construtivo do Rádio Clube por R$ 1,5 milhão.
Essa “concessão”, emitida pelo município, permite que o comprador construa prédio com metragem acima do limite do “coeficiente de aproveitamento básico” — indicativo do quanto pode ser construído sem representar sobrecarga de infraestrutura para o poder público.
“Não sei de que maneira a prefeitura vai encarar isso. O que preocupa é o entorno. Como vai fazer arranha-céu ali? Será que pode comprar [potencial construtivo] de outro lugar?”, questionou o vereador.