Fiscal tributário da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) também fazia parte, no entendimento do Ministério Público Federal (MPF), do esquema de corrupção em Corumbá, onde fiscais da Receita Federal recebiam propina para facilitar a passagem de mercadorias ilegais pelo posto da fronteira Brasil/Bolívia. Para o MPF, era o servidor estadual quem dava cobertura para a circulação de cargas importadas pelo grupo criminoso pelo Posto Fiscal Lampião Aceso, localizado na BR-262, logo na saída de Corumbá para Campo Grande.
Conforme denúncia apresentada pelo MPF à Justiça Federal, o fiscal Ronaldo Flores, da Sefaz, é um dos que aparecem nos diálogos telefônicos com o comerciante Manoel Orlando Coelho da Silva Júnior, o “Júnior da Shalon”, negociando a passagem de carretas com mercadorias irregulares. Baseando-se nas gravações, feitas pela Polícia federal, o Ministério Público sustenta que o fiscal da Receita estadual recebia, reiteradamente, vantagens indevidas em troca de facilitar a passagem.
(*) A reportagem, de Thiago Gomes, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.