Vestidos de verde e amarelo, manifesto contra pacote de medidas anticorrupção aprovado com modificações pela Câmara Federal, na madrugada do dia 30 de novembro, é tímido em Campo Grande. Diferente das edições anteriores, que chegou a reunir 100 mil pessoas, o Ministério Público Federal (MPF) - autor do projeto votado pelos deputados - perde apoio popular e protesto reúne cerca de mil pessoas na Avenida Afonso Pena, segundo a organização do evento. A Polícia Militar estimou 10 mil manifestantes.
O movimento concentrou seguidores na Praça do Rádio e segue pela Avenida Afonso Pena em direção ao MPF. Carregando bandeiras do Brasil, as famílias começaram a chegar por volta das 16h em passeata.
Manifesto de hoje está longe de alcançar número de participantes do ato realizado em março, por exemplo, contra o governo Dilma Rousseff (PT). Na ocasião, o evento reuniu mais de 100 mil pessoas em Campo Grande.
Gracie Queiroz, de 55 anos, participou dos outros atos de manifestos contra o governo, realizados nos dias 2 e 31 de julho e 13 e 18 de março. “Só não fui em um porque estava viajando. É importante participarmos para mostrar aos políticos que estamos insatisfeitos com a forma que estão governando. Chega de corrupção, temos que mostrar nossa cara”, destacou a funcionária pública aposentada.
Atair Ribeiro, de 50 anos, e a esposa Marcia Castro, de 49, marcaram presença em todos os manifestos. “Além da corrupção, protestamos a favor do fim das regalias e super salários dos governantes, inclusive do judiciário e dos outros órgãos da Justiça. O brasileiro está descontente”, desabafaram.
O ato acontece hoje em cerca de 200 cidades brasileira e tem como um dos objetivo apoiar a Operação Lava Jato.
PROJETO
Além de promoverem 11 mudanças no projeto original, os parlamentares criaram outro projeto que atribui crimes de abuso de autoridade, que visa conter excessos cometidos por procuradores, promotores e juízes.