Com dívida de pelo menos R$ 18,9 milhões e estoque de massa asfáltica zerado, a Prefeitura de Campo Grande paralisou os serviços de recapeamento. O problema é agravado pela ocorrência de chuvas e pela precariedade da infraestrutura de contenção de enchentes. O resultado é conhecido por todos: ruas e avenidas esburacadas, parecendo a cratera lunar.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins de Mato Grosso do Sul (Sinticop-MS), Walter Vieira, informou que as empresas que realizam os serviços na Capital estão com as atividades paralisadas por falta de repasses.
Outro obstáculo que agrava a situação é a falta de material. Ontem, o prefeito Alcides Bernal (PP) admitiu que está sem massa asfáltica. O contrato com a Usimix, empresa que fornece o chamado Concreto Betuminoso Usinado a Quente (Cbuq), usado na operação tapa-buraco, encerrou-se em novembro e não foi renovado. O município contava com estoque antigo do material, que se esgotou no início desta semana.
(*) A reportagem, de Bárbara Cavalcanti, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.