Protesto contra encerramento de convênios da Seleta e Omep reúne hoje dois mil demitidos em frente a Prefeitura de Campo Grande. Faixa no sentido Bairro-Centro da Avenida Afonso Pena está bloqueada. Isso depois de decisão do juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais de Campo Grande, David de Oliveira Gomes Filho, extinguir na quinta-feira contratos entre a prefeitura e entidades, também investigadas por corrupção pelo Ministério Público Estadual (MPE).
Grupo partiu da Praça Ary Coelho, por volta das 8h, com cartazes, faixas e gritando que não são fantasmas. Em frente a prefeitura, foram recebidos por Alcides Bernal (PP) que ainda promete reverter decisão que impede os terceirizados de entrar em seu ambiente de trabalho, sob pena de multa de R$ 10 mil por pessoa. Para o juiz, esta é uma “briga perdida”.
Advogado do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional (Senalba-MS), Rubylan Oliveira, ressaltou que o município tem responsabilidade no encerramento de contrato dos trabalhadores como pagamento de 13º salário, férias, multa de 40% e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Na sexta-feira, a prefeitura informou em nota “encerramento das atividades” de todas as escolas, centros de educação infantil (Ceinfs), de referência em Assistência Social (Creas), convivência de idosos (CCI), além de triagem e encaminhamento de migrantes (Cetremi). Não há previsão para reabertura.