Cidades

Rombo milionário

Comissão promete identificar onde foi parar dinheiro que sumiu do IMPCG

Instituto de Previdência tem rombo de R$ 118 milhões

Redação

05/01/2017 - 14h55

Os vereadores que integram a Comissão Especial para Acompanhamento e Reestruturação do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) pretendem fazer devassa em documentos para identificar o caminho do dinheiro que desapareceu.

O rombo existente nos cofres do instituto somam R$ 118,780 milhões e esse deficit é alvo também de investigação do Ministério Público Estadual. A denúncia do sumiço dos recursos foi feita pelo deputado estadual Coronel David (PSC), em julho do ano passado. Os vereadores do mandato anterior ensaiaram montar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas a proposta não avançou principalmente por conta do período eleitoral.

O grupo vai oficiar o IMPCG para solicitar cópias dos livros fiscais e diários dos anos de 2010 a 2016. Esse período vai além, inclusive, dos anos em que houve deficit. De acordo com as apurações já em andamento, o problema aconteceu entre 2012 e 2016.

O saldo em 2012 na conta do instituto era de R$ 110,651 milhões, mas esse valor foi reduzido drasticamente para R$ 32,780 milhões, em dados divulgados em setembro do ano passado. Os superávits que eram registrados passaram a números negativos a partir de 2013.

O presidente da comissão é Henderson Fritz (PSD), enquanto a relatoria ficou para Maria Aparecida de Oliveira do Amaral, a Enfermeira Cida Amaral (PTN). O grupo ainda é composto por Jeremias Flores dos Santos, o Pastor Jeremias (PT do B), William Maksoud Neto (PMN), Francisco Gonçalves de Carvalho, o Chico Veterinário (PSB), e Lívio Leite (PSDB).

Eles reuniram-se ontem para a primeira discussão dos trabalhos e definição de cargos dentro da comissão. Na próxima quarta-feira (11), às 9h, na Câmara, os integrantes voltam a se encontrar para apresentar o cronograma e metodologia a ser aplicada na apuração das contas do IMPCG.

APURAÇÃO

O vereador Chico Veterinário, servidor aposentado da Prefeitura de Campo Grande, opinou que o pagamento futuro dos funcionários está ameaçado.

"Sou funcionário aposentado do município e tenho uma preocupação muito grande com o nosso futuro. Vemos pelo País que todas as Previdências estão estouradas. Tínhamos um caixa muito grande e esse dinheiro desapareceu", afirmou.

Fritz ponderou que a equipe do prefeito Marcos Trad (PSD) também está levantando diagnóstico financeiro do instituto. Ele disse que essa apuração do Executivo vai auxiliar nos trabalhos da comissão para identificar irregularidades.

Fernando Câmara, servidor há 15 anos na Prefeitura de Campo Grande, acompanhou a definição dos integrantes da comissão e falou na tribuna sobre ingerência cometida a frente do IMPCG.

"Queremos saber o que tem sido feito com o dinheiro da nossa aposentadoria. Fundo tem um extrato que deve ser publicado, mostrando onde foi aplicado o dinheiro e como era administrado esse valor. Nós servidores fomos omissos e deixamos isso à revelia. Somos culpados também”, disse.

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