A Defensoria Pública Estadual enviará ofício à diretoria da Penitenciária da Máxima, de Campo Grande, para solicitar informações sobre as condições de segurança dos presos. A medida foi definida depois que alguns detentos relataram ontem à tarde que estão sendo ameaçados de morte e se permanecerem na unidade não estarão seguros.
O documento deve ser encaminhado amanhã (12) pela Coordenadoria da Área de Execução Penal da Defensoria Pública Estadual. Faz parte da unidade sete defensores e o coordenador é Paulo José Patuto. Defensores ligados à área criminal também devem acompanhar a situação.
Condições precárias foram comunicadas pelos presidiários e houve menção que situação semelhante ao que aconteceu em Amazonas poderia se repetir na Capital.
Há boatos que o conflito registrado no dia 1º de janeiro no Complexo Anísio Jobim, em Manaus, envolvendo briga das facções Família do Norte e Primeiro Comando da Capital, poderia ter repercussão em Mato Grosso do Sul. Outros grupos criminosos estariam envolvidos para praticar vingança pela morte de 56 pessoas.
Defensores pretendem dar detalhes da situação relatada por presos depois de receberem resposta da diretoria da Penitenciária da Máxima.
Na unidade, ano passado, houve mais de oito mortes de detentos. Em geral, eles eram encontrados com lençol ou outro objeto enrolado no pescoço como se fosse suicídio. Alguns morrem em decorrência de estado de saúde frágil. Também em 2016, presos envenenaram agentes penitenciários, mas nenhum morreu.