O ''orelhão – telefone público que para muitos é considerado obsoleto, para outros é de extrema necessidade e representa economia. É o caso da comunidade quilombola Chácara Buriti, localizada em área isolada, às margens da BR-163, em Campo Grande, que recebeu a instalação do meio de comunicação, na terça-feira (24).
O objetivo é que moradores não encontrem mais dificuldades ao realizar ligações, já que pela região o sinal de celular é falho. Mas, além de comodidade, o telefone público também gera economia, conforme opinião da líder da comunidade, Lucineia de Jesus. “Para marcarmos uma consulta e ligarmos de celular para telefone fixo ficava complicado. Agora vamos fazer ligação local e economizar”, comentou.
Apesar do sistema de comunicação levado à comunidade, o lugar ainda não conta com internet residencial e não prazo para instalação do serviço.
Para o subsecretário da Igualdade Racial e Cidadania, Carlos Versoza, que é da pasta ligada à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), o pedido pelo telefone causou estranheza. “Até estranhamos um pouco quando soubemos que uma das principais reivindicações da comunidade era o telefone público, mas no fim entendemos por que e sua necessidade”, pontuou.
CHÁCARA BURITI
Margeando a BR-163, próxima ao distrito de Anhanduí, a Comunidade Chácara Buriti, existe há 86 anos, mas somente em 2005 recebeu a certificação da Fundação Palmares de seus 43 hectares. A atividade agrícola é predominante, com o plantio de alface, repolho, cebolinha e legumes que são vendidos para supermercados e parte é destinada para merenda escolar. (Com informações da assessoria da Sedhast)