Novo diretor presidente da Agência Estadual de Administração Penitenciária (Agepen) pode ser, conforme o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), definido na próxima semana. Isso depois de Ailton Stropa renunciar ao cargo em meio a investigação de corrupção na autarquia.
“Foi decisão madura e equilibrada que mostra preocupação dele em que não tenha nenhum tipo de interferência nas investigações [do Ministério Público]. Decidiremos até a próxima semana um nome para cobrir essa lacuna”, pontuou Azambuja, durante formatura de 435 agentes penitenciários.
Em carta de demissão, encaminhada ao governador na semana passada, Stropa se comprometeu a permanecer no cargo até dia 10 de fevereiro. Quatro dias depois ele pretende entrar de férias.
Alvo da Operação Girve, alusiva a caso de corrupção em curso de formação de agentes para intervenções em presídios, o diretor da Agepen pontuou que deixa o cargo pelo desgaste causado a família e com os presídios sob controle.
“Procuramos sanear administrativamente irregularidades. Fui citado em denúncia por ter colocado do próprio bolso R$ 60 mil para o curso e não creio que o PCC tenha me derrubado. Pedi para sair”, esclareceu Stropa, que como juiz aposentado se dedicará as três fazendas leiteiras que possui e escritório de advocacia na região de Dourados.
NOVOS AGENTES
Com formatura de 435 novos agentes penitenciários, o setor ganha reforço de 35% ao efetivo que precisa lidar com 15,5 mil detidos em sistema que dispõe de apenas 7 mil vagas.
Secretário de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa frisou que parte do déficit se deve a permanência de presos do tráfico que deveriam ser responsabilidade da União. Só assim, segundo ele, haveria disponibilidade de R$ 128 milhões por ano para contratação de mais agentes penitenciários, construção de novos presídios e investimento nas demais forças de segurança.
Para março, o governador já estima entregar presídio masculino em Campo Grande que se somará as 47 unidades prisionais existentes no Estado.