Ricardo Hyun Su Moon, 47 anos, apresentou-se hoje na Superintendência da Polícia Rodoviária Federal, em Campo Grande. Ele está em liberdade provisória, é monitorado por tornozeleira eletrônica e vai começar a trabalhar na área administrativa da PRF nesta quinta-feira (2).
Ele responde a processo de homicídio por ter matado o empresário Adriano Correia do Nascimento, em 31 de dezembro do ano passado, e tentativa de homicídio por ter atingido outras duas pessoas. O policial foi fechado no trânsito e perseguiu a vítima. Depois de discussão, acabou atirando sete vezes contra o veículo onde estava Nascimento.
A corporação divulgou hoje que ainda não está definido o setor que ele será lotado e qual será a sua função. Esses detalhes devem ser definidos nesta quinta. Depois de sair do Centro de Triagem, no bairro Noroeste, hoje pela manhã, o PRF foi à superintendência para informar que estava a disposição.
Antes do crime, ele atuava na Delegacia da Polícia Rodoviária Federal de Corumbá, realizando patrulhamento. A decisão judicial dada em 31 de janeiro, pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete de Almeida, determinou que ele retorne ao trabalho, mas sem atuar em ação externa. Também está com o direito suspenso de porte de arma.
A pistola que ele usou para matar o empresário foi apreendida pela Polícia Civil, passou pela perícia e permanece custodiada.
ADMINISTRATIVO
Internamente, o PRF também responde a processo administrativo. A corregedoria da corporação averigua o que aconteceu em 31 de dezembro de 2016.
A atual fase desse procedimento é de instrução e será realizada oitivas. Conforme a assessoria de imprensa da Polícia Rodoviária Federal não é descartada a coleta de testemunho das vítimas que sobreviveram aos disparos.
Foi informado que não há prazo específico para a conclusão dessa apuração, que pode resultar na expulsão de Ricardo Moon da instituição. "Deve ser buscada a verdade", informou a PRF, por meio da assessoria de imprensa.
Policial rodoviário federal Ricardo Moon chega em unidade da Agepen para colocar tornozeleira eletrônica. Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado