Depois moradores terem barracos inundados pela chuva na tarde de ontem e de protesto por conclusão de casas na favela Cidade de Deus, Agência Municipal de Habitação (Emha) e Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), abriram uma vala para escoamento da água remanescente e equipes farão rebaixamento da rua como medida emergencial, em Campo Grande.
Diretor-presidente da Emha, Eneas José de Carvalho Neto, disse ao Portal Correio do Estado que esteve hoje no local e ouviu as reivindicações dos moradores.
Trecho da BR-262 foi interrompido por famílias da Cidade de Deus, que cobraram conclusão de casas prometidas desde o ano passado pela Prefeitura de Campo Grande. Protesto foi pacífico.
Segundo Carvalho Neto, não há prazo para conclusão das obras, prometida na administração anterior, porque convênio com a empresa responsável pela construção está sendo revisto pela prefeitura.
“Fizemos uma medida paliativa, que é o rebaixamento da rua para a água não invadir os barracos em caso de chuva. Ainda não há prazo, porque depois que resolver a questão do convênio, temos que ajustar com o Estado o que é de responsabilidade de cada um”, disse o diretor-presidente.
Hoje, máquina foi deslocada para abrir a vala e escoar água da chuva de ontem e amanhã, equipe da secretaria de Infraestrutura será encaminhada ao local para fazer o rebaixamento da rua, para canalizae águas de forma que não entrem nos lotes.
Reassentamento da favela Cidade de Deus, redistribuída por quatro bairros, expõe desde março do ano passado erro em projeto do prefeito Alcides Bernal (PP). Houve alagamento de terrenos, danos por vendavais e investigação da empresa Morhar, responsável pela construção das casas.