Garantir o monitoramento dos semáforos e permitir que pelo menos 200 equipamentos funcionassem de forma inteligente para melhorar o trânsito de Campo Grande vai demorar mais tempo para ser implantado. O recurso do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) que era para ser investido nessa área foi perdido pela Prefeitura da Capital.
A confirmação que não há como renovar o convênio foi dada hoje no Ministério das Cidades ao secretário de Governo, Antonio Cezar Lacerda Alves, e à diretora da Central de Projetos Estratégicos, Catiana Sabadin Zamarrenho, que tiveram agenda em Brasília durante todo o dia.
O projeto envolvia a aquisição de equipamentos para o Centro de Controle Operacional (CCO) de gestão integrada. Essa estrutura permitiria que a cidade tivesse a chamada "onda verde", quando os semáforos trabalham sincronizados para favorecer o fluxo de veículos. O valor exato que foi devolvido à União não foi divulgado.
O prédio onde seria sediado o CCO chegou a ser previsto para a Avenida Duque de Caxias e, posteriormente, no Centro da cidade.
O quadrilátero que constava nesse PAC envolvia a Rua Ceará e as Avenidas Costa e Silva, Fernando Correa da Costa e Mato Grosso. O Ministério dos Transportes estava autorizado a liberar R$ 12 milhões para serem investidos no projeto, que começou a ser estudado em janeiro de 2010.
A instalação deveria acontecer entre maio de 2013 até o segundo semestre de 2014. Conforme o site do PAC, a data de referência havia sido transferida para 30 de junho do ano passado por conta dos atrasos.
Essa obra ainda estava atrelada ao projeto de Modernização do Sistema de Integração de Transporte, que também previa a possibilidade de acompanhar eletronicamente os ônibus circulares. Inclusive, havia a previsão de ser instalado totens que informariam os horários e quanto tempo um veículo demoraria para chegar no ponto.
"Esse recurso não tem mais como. Foi o que informaram para gente. Uma série de demandas não foram atendidas e por isso não há como recorrer", lamentou o secretário de Governo, que recorreu ao senador Pedro Chaves (PSC) para auxiliar na intermediação das conversas com o ministério.
RETRABALHO
A reunião no Ministério das Cidades, contudo, contribuiu para que o secretário de Governo e a diretora de Central de Projetos Especiais recebessem orientações que é possível reaplicar a proposta.
Nessa nova tentativa de obter recursos federais, a atual proposta precisaria passar por remodelação, mas não seria necessário criar um novo estudo.
Catiana Sabadin foi incumbida de prosseguir com as orientações e a partir de amanhã (24) analisar uma nova forma de pleitear a obra. Na entrevista concedida por Antonio Cesar Lacerda hoje, por telefone, não foram dados detalhes técnicos porque ele estava para embarcar no voo de volta a Campo Grande.