Cidades

Moreninhas

Em protesto tímido, mulheres pedem<br> volta de partos em maternidade

Prefeitura alega que resolução da Vigilância impede procedimento

Redação

08/03/2017 - 10h33

Cerca de 15 mulheres protestaram hoje de manhã em frente ao Hospital da Mulher Honória Martins Pereira, a Maternidade das Moreninhas, em Campo Grande. Elas reivindicam melhorias nas condições do local e que o atendimento especializado seja regularizado, inclusive a realização de partos. Em agenda pública nesta manhã, o prefeito Marcos Trad (PSD) admitiu que a maternidade deve fechar porque não há demanda de partos suficiente para justificar a continuidade do serviço.

Denise Vilar Barbosa foi quem organizou a tímida manifestação. Moradora do bairro há 20 anos, ela conta que a maternidade foi inaugurada há 17 anos, mas desde o ano passado não são mais oferecidos atendimentos especializados e partos não são feitos no local.

“Aqui só tem consulta, se precisar de atendimento especializado tem que pegar encaminhamento para outro local, mas antes não era assim, a mulher recebia todo atendimento, inclusive o parto, tanto é que eu tive meus três filhos nesta maternidade”, ressaltou, explicando que as mulheres que moram nas Moreninhas e região e que não conseguem fazer parto na maternidade do bairro têm dificuldade em se deslocar até hospitais do centro.

“Queremos uma resposta do prefeito para uma estrutura melhor e manutenção para ter um atendimento digno”, frisou Denise.

Grávida de cinco meses, Cátia Regina, 38 anos, procurou a maternidade, mas teve a informação de que no local só são realizadas consultas. Ela disse que não sabia desta restrição e que gostaria de fazer o parto na Maternidade das Moreninhas porque seria melhor.

RESOLUÇÃO DA VIGILÂNCIA

À reportagem do Portal Correio do Estado, assessoria de comunicação da Prefeitura de Campo Grande explicou que a Maternidade da Moreninhas está em fase de implantação de novos procedimentos obstétricos e pediátricos ambulatoriais, porém os partos não podem ser realizados por conta de uma resolução da Vigilância Sanitária. Todavia, as gestantes em trabalho de parto que chegam na unidade são encaminhadas para Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou hospitais com disponibilidade de leito.

Atualmente, conforme a prefeitura, são realizadas na maternidade 20 consultas pré-natal por
dia, sendo 10 de manhã e 10 à tarde, além da demanda espontânea. À noite, equipe formada por médico ginecologista, enfermeiros e técnicos atendem no local.

 

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