Manifestantes ligados ao Movimento Sem Terra Brasileiro (MSTB) que ocuparam a sede do Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Dourados, desde o início da tarde de hoje, afirmam que o movimento segue por tempo indeterminado e colocam como possibilidade a invasão em outros pontos da cidade, caso haja ordem judicial para que deixem o local.
Conforme apurado pelo Dourados News, o líder do movimento, Vanildo Elias Oliveira informou que o grupo não sai do local. "Nós não temos prazo para sair daqui e as ações são definidas em conjunto com todos, mas posso dizer que se houver reintegração de posse para gente sair, vamos ocupar outros locais por Dourados, já temos alguns pontos em vista, mas não vou falar ainda, vamos esperar como tudo vai acontecer, posso dizer que podemos nos espalhar e só não vai ter ocupação nos cemitérios", afirmou.
O ato é tranquilo e a principal reivindicação dos sem-terra é um encontro com o presidente do Incra, Leonardo Góes para solicitar agilidade no andamento da reforma agrária. De acordo com o líder do movimento, os manifestos ocorrem simultaneamente em Mato Grosso, Goiás e no Pará.
Daniel Tadao Yamamoto, chefe da unidade avançada, afirmou que diante da situação a medida tomada de acordo com a lei é a liberação dos funcionários para minimizar riscos, o que já havia sido realizado.
O grupo foi para o local após deixar a Usina São Fernando, empresa do pecuarista José Carlos Bumlai, preso por corrupção nos desdobramentos da Operação Lava Jato. No início do mês, o local já havia sido tomado, o que aconteceu também na fazenda São Marcos também de propriedade de Bumlai.