O Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região deu liminar para a CG Solurb, que acionou a justiça para que trabalhadores paralisados voltem às suas funções. A concessionária que coleta o lixo em Campo Grande alegou que não houve informação com 72 horas de antecedência sobre o ato, que foi iniciado hoje de manhã.
São 1.230 trabalhadores que pararam atividades de varrição de ruas, coleta de lixo comum, reciclável e hospitalar, além de capina. A decisão foi tomada porque o ticket alimentação de março, de R$ 417, não foi depositado. Ainda há o pagamento dos salários, que vencem hoje. São necessários R$ 4,9 milhões para pagamento da folha.
Os 35 caminhões que saem para realizar coleta de lixo permaneceram parados na garagem da empresa, que fica na Avenida Marechal Deodoro.
O Sindicato do Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação de Mato Grosso do Sul (STEAC) organizou a paralisação.
O desembargador Nicanor de Araújo Lima despachou que os funcionários devem retornar imediatamente ao trabalho por não terem notificado a paralisação dentro do prazo legal exigido.
Na mesma ação, a Solurb também pediu que haja congelamento de valores da conta da Prefeitura de Campo Grande para ocorrer os pagamentos dos salários e do ticket.
O valor destinado a essa quitação já é sequestrado da conta do governo municipal depois de decisão judicial anterior. Contudo, desta vez teria ocorrido problema técnico, informou ontem a prefeitura, e por isso não houve a transferência.
O advogado da Solurb, Eduardo Campos Filho,confirmou que o pagamento está na conta e o serviço deve ser retomado no turno da noite de hoje.
*Editada às 17h07 para acréscimo de informações.