Começa na terça-feira (18), campanha de vacinação contra gripe em Campo Grande. A meta é imunizar 197.737 pessoas do grupo de risco, conforme divulgado pela prefeitura.
A recomendação do Ministério da Saúde é imunizar pessoas com 60 anos ou mais, crianças na faixa etária dos seis meses até cinco anos, gestantes, puérperas - mulheres até 45 dias após o parto -, trabalhadores de saúde, povos indígenas, grupos com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, jovens entre 12 e 21 anos de idade que estão sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade, os funcionários do sistema prisional e professores do ensino básico, médio e superior, tanto da rede pública, quanto da rede particular.
O Dia D de vacinação acontece no sábado (13), com postos de vacinação nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Leblon, Santa Mônica, Vila Almeida e nas Unidades Básicas de Saúde e da Família (UBSs e UBSFs). O posto de vacinação da Praça Ary Coelho vai funcionar no período entre 8 de abril a 20 de maio.
Conforme cronograma elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), por meio da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica (CVE), durante a primeira semana serão imunizados, exclusivamente, os profissionais de saúde e crianças menores de dois anos de idade.
Na segunda, está programada imunização das gestantes, puérperas e crianças menores de cinco anos. No período de 2 a 12 de maio, será a vez dos demais grupos. A vacina estará disponível em todas as 65 as UBSs e UBSFs.
DOCUMENTAÇÃO
Para receber a dose, todos os indivíduos do grupo de risco devem apresentar o Cartão Nacional de Saúde (CNS) e/ou número prontuário da rede de saúde de Campo Grande (Hygia), além de documento pessoal de identificação e a caderneta de vacinação, caso tenha.
Conforme o município, além dos documentos exigidos para todos, os profissionais de saúde devem apresentar a carteira de conselho ou holerite. As gestantes e puérperas, o cartão da gestante, laudo médico ou exames com identificação. Os indígenas precisarão apresentar o cadastro na Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).
RISCO
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou em boletim mais recente que ano passado morreram 103 pessoas por conta dos vírus da influenza.
O tipo H1N1 foi a que fez mais vítimas, 95. A influenza A não subtipado matou uma pessoa e a influenza B, 7. Esses dados são referentes a Mato Grosso do Sul.
Nos últimos oito anos, 2016 foi o período que mais pessoas morreram por conta de gripe. Antes, 2014 havia registrado 29 óbitos.
"A gripe é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza que provoca febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo e mal estar. A maior gravidade da infecção pelo vírus influenza são as complicações como pneumonias, dificuldades respiratórias que podem levar à internação e até mesmo ao óbito", divulgou nota da SES.