As lojas do centro de Campo Grande, que estavam fechadas por conta da greve geral dos trabalhadores contra a reforma da previdência e trabalhista, foram abertas no fim da manhã desta sexta-feira (28). O funcionamento normal do comércio foi orientação da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), mas as portas só foram mesmo abertas após o fim do ato e da passeata que reuniu centenas de pessoas desde às 9h, na Praça Ary Coelho.
O presidente da entidade, João Carlos Polidoro, explicou que a orientação era para que o comércio funcionasse normalmente ontem. “Era um dia normal de trabalho, último dia útil do mês, que teve dois feriados que caíram na sexta-feira (14 - Paixão e 21 - Tiradentes). Já temos outro feriado na segunda-feira (1° de Maio, Dia do Trabalho) e o comércio já é muito prejudicado. Os empresários querem abrir e os trabalhadores, muitos são comissionados e precisam vender”, disse, avaliando ainda que o fechamento de algumas lojas foi pontual e possivelmente por motivos de segurança. Polidoro lembrou ainda que aproximadamente 200 lojas estão fechadas no centro por conta da crise financeira, no quadrilátero entre as ruas Maracaju, Pedro Celestino, 15 de Novembro e Avenida Afonso Pena.
O presidente da Câmara dos Dirigentes Logistas (CDL-CG), Hermas Renan Rodrigues, também afirmou que a grave é prejudicial. “A CDL-CG entende que essa greve prejudica a todos, os lojistas mas principalmente os trabalhadores, que dependem além dos seus salários também das comissões sobre as vendas. A CDL-CG reforça que defende os direitos legítimos dos lojistas e dos trabalhadores”.
A Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS) não se posicionou sobre o movimento. A entidade disse apenas que irá realizar um levantamento econômico sobre o impacto financeiro do dia de paralisação. O estudo será divulgado na próxima semana. O entendimento da Federação é de apoio ao empresário e do direito de que ele conduza o processo junto aos seus funcionários, amparado pela lei.