A previsão é de que na próxima semana chegue a Campo Grande um representante do Ministério da Saúde para intervir no impasse entre Santa Casa e Prefeitura de Campo Grande com relação a assinatura de contrato, que deveria ter sido renovado a partir de 30 de abril e repasse de recursos na ordem de R$ 20 milhões.
Secretário Municipal de Saúde, Marcelo Vilela, explicou nesta manhã que sabe da necessidade do hospital em receber o repasse para pagar funcionários e outras despesas. “A gente tem se reunido e eles vão assinar um aditivo de 30 dias para receber a produção do mês passado para terem aporte financeiro para pagar as contas”, explicou, ressaltando que para a efetivação do repasse é necessária a assinatura para oficializar a contratualização.
Outro assunto que vem sendo debatido entre prefeitura e Santa Casa, segundo o secretário, é com relação a diminuição da procura espontânea, que deve gerar redução dos gastos.
Vilela explicou que a demanda espontânea precisa aconteceu em locais, como Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Centro Regional de Saúde (CRS). “Não é que os prontos-socorros dos hospitais estarão fechados, mas é que esse tipo de paciente precisa ser regulado por nós porque existe um repasse para a prestação deste serviço. Então não há necessidade de regulação pela própria da Santa Casa”, justificou.
Marcelo Vilela disse ainda que a intervenção do Ministério da Saúde no impasse com relação a assinatura do contrato ocorrerá a pedido do presidente da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), Esacheu Nascimento.
“As reuniões são produtivas, mas o problema é que estava tendo impasse quanto a assinatura. A gente quer passar o dinheiro, mas não pode porque não temos contrato firmado. Eles querem derescutir porque tem várias metas, exames e eles alegam que não conseguem cumprir o contrato do jeito que está. Estamos discutindo as cláusulas para ver se conseguimos chegar a um equilíbrio”, ressaltou.