As vendas do comércio varejista brasileiro recuaram 1,9% em março em comparação com fevereiro, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (11). Em relação a março de 2016, o varejo nacional recuou 4%, 24ª taxa negativa consecutiva nessa comparação.
Nos primeiros três meses de 2017, o comércio acumula queda de 3%. Nos últimos 12 meses a queda foi de 5,3%.
Já a receita nominal de vendas apresentou, em março de 2017, queda de 2% em comparação ao mesmo período de 2016, alta de 0,5% no acumulado no ano e alta de 3,5% nos últimos 12 meses.
Atividades
Quatro atividades registraram taxas negativas: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, registraram -0,5%, tecidos, vestuário e calçados ficaram com -1% e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com -6,2%.
Por outro lado, móveis e eletrodomésticos (6,1%) livros, jornais, revistas e papelarias (5,6%), combustíveis e lubrificantes (1,1%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,9%) tiveram resultados positivos.
Regiões
As vendas no varejo recuaram em 16 das 27 unidades da federação, com as maiores variações negativas observadas em Goiás (-13,3%), São Paulo (-5,9%), Acre (-2,5%) e Mato Grosso do Sul (-2,4%).
Na comparação com março de 2016, 17 das 27 unidades da federação apresentaram resultado negativo no volume de vendas, com destaque para Goiás (-17%), Distrito Federal (-10,3%), Roraima (-9,5%), São Paulo e Espírito Santo, ambas com -8,9%.
Por outro lado, dez estados registraram resultados positivos: Santa Catarina (15,2%), Alagoas (5,8%), Tocantins (5,6%), e Paraná (3,5%).