A Fundação Getulio Vargas (FGV) registou queda de 0,5 ponto no Índice de Confiança do Comércio (Icom) na passagem de abril para maio, após cinco altas consecutivas. O indicador passou de 89,1 pontos para 88,6 ponto e acumula um avanço de 11,1 pontos.
Houve recuo na confiança em maio em seis dos 13 segmentos pesquisados. O recuo no Icom foi determinado pela piora no Índice de Expectativas (IE-COM), que caiu 1,0 ponto no mês, para 94,8 pontos, enquanto o Índice de Situação Atual (ISA-COM) ficou estável em 82,9 pontos. "Nota-se recentemente uma melhora de humor nos segmentos relacionados às vendas a prazo, um possível reflexo da tendência de queda dos juros e liberação de recursos do FGTS.
A coleta de dados para a pesquisa de maio já estava quase terminando quando foi deflagrada uma crise política, no dia 17, com potencial para aumentar o grau de incerteza econômica e afetar o ritmo (já lento) de recuperação do setor", completou Campelo. A maior contribuição para a queda do IE-COM no mês foi do quesito que mede o otimismo com a situação dos negócios nos seis meses seguintes, que recuou 1,1 ponto em relação ao mês anterior, para 94,3 pontos.
Apesar da estabilidade do ISA-COM em maio, o Indicador de Desconforto sinalizou melhora do ambiente de negócios no ano. O quesito é construído com dados da Sondagem do Comércio que agregam as proporções de empresas que apontam três fatores limitativos à melhoria dos negócios diretamente relacionados ao mau humor empresarial: demanda insuficiente, custo financeiro e acesso a crédito bancário.
Após dois meses de estabilidade, o Indicador de Desconforto caiu em maio, mostrando que, ao menos até a nova crise política, o ambiente de negócios no comércio começava a dar sinais de melhora em 2017. A coleta de dados para a edição de maio da sondagem foi realizada entre os dias 2 e 23 do mês e obteve informações de 1.118 empresas.