Cidades

alerta

Casos de sífilis aumentam e Estado vive situação de surto

Entre 2012 e 2015, ocorrências aumentaram em 70%

Redação

27/05/2017 - 04h00

Mato Grosso do Sul vive surto de sífilis. Dados do Departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, indicam que o número de casos identificados em gestantes praticamente duplicou nos últimos anos.

Entre 2012 e 2015, os casos saltaram de 565 para 963. Somente no primeiro semestre de 2016, que é o dado mais recente, foram 434 notificações no Estado e 143 em Campo Grande. Ainda na Capital, entre 2012 e 2015, o salto foi de 195 casos para 302 grávidas com a doença.

Os dados assustam, porém a quantidade de pessoas com sífilis pode ser maior, conforme a gerente técnica do programa estadual de IST, Aids e Hepatites Virais, Danielle Martins.

“Podemos falar em surto da doença, porque vivemos uma epidemia oculta, pois a sífilis não demonstra sintomas e poucas pessoas que têm relações sem preservativo procuram as unidades de saúde”, explicou. 

Para Danielle Martins, além da falta de busca por exames, as pessoas, em geral, deixaram de usar a camisinha, único preservativo que protege contra doenças sexualmente transmissíveis.

“Hoje, como há tratamento de fácil acesso, as pessoas perderam o medo das doenças e não usam mais preservativo. Então, ninguém procura a unidade básica de saúde e, consequentemente, não recebe diagnóstico nem tratamento”, ressaltou.  

No caso das gestantes, ainda existe a falta de diagnóstico do parceiro. “Quando a mãe descobre que está com sífilis, ela busca tratamento, mas acaba sendo infectada novamente na primeira relação sexual com o parceiro que também tem a doença. Assim, é importante que, no caso do diagnóstico na gestante, o parceiro também seja testado, e ambos busquem tratamento e usem a camisinha durante o acompanhamento”, pontuou.  

Há também a falta de adesão ao tratamento, segundo Danielle Martins. “São seis doses de penicilina benzatina, durante três semanas, e a pessoa não pode atrasar as doses. Porém, ainda há baixa adesão ao tratamento, embora a doença tenha cura”, disse a gerente.  

No caso das gestantes, o problema é ainda mais grave, uma vez que as sequelas são permanentes, como microcefalia; aborto e consequente morte fetal; morte neonatal – quando a criança não sobrevive depois de nascida; retardo mental e deficiências auditivas, visuais e neurológicas. 

Os dados do boletim epidemiológico apontam que, em 2015, foram registrados 317 casos de sífilis congênita no Estado e 101 casos na Capital. O primeiro semestre de 2016 já registou praticamente a metade dos casos do ano anterior: foram 167 crianças com sífilis por causa dos pais em Mato Grosso do Sul, e 49, na Capital.  

Outro motivo elencado pela gerente para o aumento de notificações é a implementação dos testes rápidos nas unidades básicas de saúde. “O Ministério da Saúde classificou Mato Grosso do Sul como referência em testagem rápida, e Campo Grande, como a capital com melhor tratamento”, comentou.

Oportunidade de Emprego

Prefeitura abre seleção sem prova com salário de R$ 2,5 mil em Campo Grande

Inscrições gratuitas começam na segunda-feira (9); seleção exige formação em Magistério ou Normal Médio e será feita por análise de títulos.

06/11/2026 19h32

Prefeitura de Campo Grande abre processo seletivo com salário de R$ 2,5 mil e inscrições gratuitas a partir de segunda-feira (9).

Prefeitura de Campo Grande abre processo seletivo com salário de R$ 2,5 mil e inscrições gratuitas a partir de segunda-feira (9). Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande

Continue Lendo...

Previdência Social

INSS muda auxílio-doença e dá 10 dias para nova análise em MS

Nova regra já está em vigor e permite que segurados que tiveram o benefício negado pela análise de documentos apresentem novos laudos antes de recorrer

06/11/2026 18h31

Segurados aguardam atendimento em setor de perícia médica do INSS; novas regras permitem pedir reanálise do auxílio-doença negado em até dez dias.

Segurados aguardam atendimento em setor de perícia médica do INSS; novas regras permitem pedir reanálise do auxílio-doença negado em até dez dias. Foto: Agência Brasil

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).