Um dia depois de José Alves do Ouro Filho, de 31 anos, ser encontrado morto na Penitenciária da Máxima, em Campo Grande, outro detento foi encontrado morto hoje à tarde. Delegado da Polícia Civil reconheceu que é difícil identificação de autores nesses casos.
Luiz Fernando da Silva dos Santos, de 27 anos, estava pendurado por uma corda na cela e morte já é a 4ª dentro da unidade penitenciária neste ano.
Assim como no caso de ontem (26), a morte é tratada inicialmente como suicídio, mas cena do crime, no pavilhão 1-A, indica que houve homicídio encoberto por uma simulação “muito mal feita”, conforme classificação da Polícia Civil.
Conforme o delegado Paulo Sá, duplo sinal de corda também foi identificado no corpo da vítima de hoje, o que sugere o assassinato. Essa foi a mesma situação do caso registrado ontem.
Ele reconheceu que nessas mortes é difícil determinar a autoria do crime, pois depende de uma eventual digital ou possível testemunha do crime.
“Se a lei do silêncio já é imperiosa nas ruas, imagina no interior do presídio. É uma investigação árdua, mas a Polícia Civil tem índices de 70% a 80% de apuração da autoria, vamos tentar fazer esses indíces refletirem também dentro dos presídios”, afirmou o delegado.
Sobre a possibilidade dessas duas mortes terem sido encomendadas por facção criminosa, o delegado afirmou que não tinha relatos.
Contudo, consta em boletim de ocorrência da morte de José Alves do Ouro Filho, ocorrida na segunda-feira (26), que presos promoveram gritos de ordem da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). No caso de hoje, não houve registro do mesmo tipo de ação.