Cidades

Famílias endividadas

Número de famílias endividadas cai 1,2% em junho

Apesar da segunda queda mensal do porcentual de famílias endividadas, a proporção das famílias com dívidas ou contas em atraso teve aumento, alcançando 24,3% em junho

Redação

29/06/2017 - 14h01
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O porcentual de famílias endividadas alcançou 56,4% em junho de 2017, uma queda de 1,2 ponto porcentual ante maio, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira, 29, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). É o segundo recuo consecutivo do indicador, que ficou abaixo dos 58,1% observados no mesmo período do ano passado.

“A redução recente dos indicadores que apontam o porcentual de famílias endividadas sinaliza um ritmo ainda fraco de concessão de empréstimos e financiamentos para as famílias, bem como a redução na margem do custo de crédito”, explica em nota a economista da CNC, Marianne Hanson.

Inadimplência em alta

Apesar da segunda queda mensal do porcentual de famílias endividadas, a proporção das famílias com dívidas ou contas em atraso teve aumento, alcançando 24,3% em junho, ante 24,2% em maio e 23,5% em junho de 2016.

A parcela de famílias que declararam não ter como pagar as dívidas, permanecendo inadimplentes, teve leve aumento na comparação mensal. Foram 9,6% em junho, ante 9,5% em maio. Na comparação anual, o indicador também cresceu 0,5 ponto porcentual. Segundo a CNC, o custo elevado do crédito e o patamar ainda alto do desemprego vêm impactando a capacidade das famílias pagarem as contas em dia.

Embora a proporção de famílias que se declararam muito endividadas tenha registrado leve alta na comparação mensal – de 13,7% para 13,8% -, na comparação anual houve queda de 1,2 ponto porcentual.

O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas em junho de 2017 foi de 62,8 dias, superior aos 62,4 dias de junho de 2016. Em média, o tempo de comprometimento com as dívidas foi de 7,1 meses, sendo que 32,9% das famílias possuem dívidas superiores a um ano. Entre aquelas endividadas, 21,4% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas.

Para 76,9% das famílias com dívidas o cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento, seguido de carnês (15,2%), crédito pessoal (11,1%) e financiamento de carro (10,1%).

A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional) é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18.000 consumidores.

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