Quatro pessoas foram condenadas e uma absolvida pelo assassinato do policial civil Dirceu Rodrigues dos Santos, 38 anos, morto com um tiro na cabeça ao investigar o roubo de corrente de ouro. Crime aconteceu no dia 22 de abril de 2014 e julgamento foi realizado ontem na 1ª Vara do Tribunal do Júri.
O julgamento dos cinco réus durou cerca de 12 horas, começando às 8h e terminando depois das 20 horas.
Alexsandro Gonçalves Rocha, a travesti Natália, foi condenada a 24 anos de prisão e três meses de reclusão por homicídio doloso, lesão corporal leve, corrupção de menores e furto.
Irmão da travesti, Alexandre Gonçalves Rocha, foi condenado a dois anos de reclusão, um ano de detenção de 20 dias multa por lesão corporal seguida de morte, lesão corporal de natureza leve, furto e corrupção de menores.
Cléber Ferreira Alves foi condenado a dois anos de reclusão, um ano de detenção e 20 dias-multa, por posse irregular de arma de fogo e receptação. Irmão dele, Renato Ferreira Alves, pegou um ano de reclusão, um ano de detenção e 20 dias multa pelos mesmos crimes.
Já Giovani de Oliveira Andrade, acusado de receptação de duas armas, ocultação de arma e resistência à prisão, foi absolvido de todas as acusações.
O CASO
No dia do crime, investigadores da Polícia Civil apuravam o roubo da joia, avaliada em R$ 80 mil na rua dos Topógrafos, Jardim Campo Nobre, sem trajar uniforme que os identificassem como policiais e abordaram Alexsandro, que confirmou que a corrente estaria na casa de sua avó.
Porém, no momento em que um dos investigadores, Osmar Ferreira, estava com a corrente em mãos, foi empurrado por Alexsandro, agredido por Alexandre e deixado desacordado. Alexandre também atirou contra Dirceu, que mesmo ferido conseguiu correr.
Um adolescente foi corrompido para conduzir o veículo dos policiais e acusados foram em busca de Dirceu, que foi encontrado e morto com dois tiros na cabeça, disparados por Alexandre.