Cidades

lei orçamentária

Prefeito e vereadores entram em queda de braço por R$ 40 milhões

Prefeito Marcos Trad vetou emendas parlamentares impositivas na LDO

Redação

03/08/2017 - 05h00

Alterações feitas na Lei de Diretrizes Orçamentárias resultam em “queda de braço” entre o Executivo e a Câmara Municipal de Campo Grande.

Vereadores querem direcionar ao menos R$ 40,8 milhões do Orçamento do município à criação das emendas parlamentares impositivas.

A proposta foi vetada pelo prefeito de Campo Grande, Marcos Trad, conforme publicado no Diário Oficial de sexta-feira (28). O veto desse e de outros dispositivos deve ser apreciado nos próximos dias, mas legisladores já prometem resistência.  

Para o próximo ano, a previsão é arrecadar R$ 3,4 bilhões. O novo texto obriga 1,2% da receita corrente líquida à execução de emendas parlamentares, sendo a metade destinada à saúde.

Assim, os vereadores poderão definir em quais obras e serviços essa verba será aplicada, mantendo a obrigatoriedade de priorizar esse setor.

A preocupação é de que essas definições não estejam em consonância com as demais prioridades da administração municipal. 

No veto, Trad argumenta as dificuldades financeiras enfrentadas pela prefeitura, inclusive, para realizar alguns investimentos prioritários.

*Leia reportagem, de Milena Crestani e Silvia Frias, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

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