Incêndio florestal de grandes proporções atinge propriedades rurais, área de reservas nativas e indígenas, da região de Taunay Ipegue, distrito de Aquidauana - a 140 quilômetros de Campo Grande - há pelo menos uma semana.
O Corpo de Bombeiros do município informou que na semana passada o fogo já havia destruído fazendas e ameaçava outras áreas, porém foi controlado. Mas desde quinta-feira (7) o fogo voltou a se alastrar, e novamente equipes do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para a região.
Equipes do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) de Mato Grosso do Sul também estão no local para auxiliar no cambate às chamas. A área atingida ainda não foi dimensionada pelas autoridades que atuam no local.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou que até o dia 23 de agosto foram registrados 806 focos de incêndio em vegetação. O valor é 23% menor do que o mesmo período de julho (23 dias). Mas o mês de julho teve os maiores registros de queimadas do ano até o momento, foram 1.050 focos em 31 dias, maior quantidade dos últimos 18 anos nesse período.
O Estado acumula 2.861 focos de incêndio (rural) em vegetação em 2017, sétima maior quantidade do País atrás de Pará (13.168), Mato Grosso (10.802), Tocantins (6.701), Amazonas (6.694), Maranhão (5.788) e Rondônia (3.699), de acordo com dados do PrevFogo - até o dia 28 de agosto.
Corumbá, mesmo com menos queimadas durante o mês de agosto, continua em terceiro lugar na lista dos municípios com maiores quantidades de zonas críticas, com 1.511 registros, atrás apenas de São Félix do Xingu (2.669) e Altamira (2.211), ambas localizadas no Pará.