Cidades

PROJETO DE LEI

Exame de trombofilia poderá ser feito na rede pública

A matéria foi aprovada em primeira votação hoje na Assembleia Legislativa

Redação

13/09/2017 - 15h25

Projeto de lei que obriga rede pública a fazer exame para diagnosticar trombofilia foi aprovado em primeira votação, hoje, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

De autoria do deputado estadual Márcio Fernandes (PMDB), a matéria tem o objetivo de prevenir nascimento de bebês prematuros, natimortos e até mesmo complicações durante a gestação e na hora do parto.

A matéria foi aprovada com unanimidade na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCRJ) da Assembleia. 

Em plenário, todos os parlmantares presentes na sessão de hoje votaram a favor da proposta. "Esperamos que o governador (Reinaldo Azambuja), seja sensível a causa, porque tem levado muitas mulheres a morte", explicou Márcio Fernandes.

O projeto de lei ainda vai para a segunda votação no Legislativo e, depois, se for aprovado, vai para a sanção ou do governador, Reinaldo Azambuja (PSDB). 

Apesar da proposta envolver a necessidade de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), que é mantido de forma tripartite, União, Estado e município, o deputado estadual comentou que acredita ser possível encontrar formas de financiar o exame, que tem custo médio de R$ 500.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 65% das mulheres que apresentam pré-eclâmpsia, retardo do crescimento intrauterino, natimortos ou descolamento prematuro de placenta apresentaram diagnóstico de trombofilia.

Com a prevenção, por meio de exames solicitados por médicos, existe maior probabilidade do rastreamento positivo e de tratamento para evitar mortes prematuras.

O deputado Márcio Fernandes também defende que a rede pública faça o exame para aquelas mulheres que desejam fazer uso do anticoncepcional.

"O medicamento que previne a gestação induz a trombofilia e também a eventos trombóticos naquelas que são pré-dispostas. Se o exame for feito, muitas mortes serão evitadas", defendeu o parlamentar.

Márcio alega também que o exame custa muito caro e que muitas não fazem por não terem condições de pagar. "Existe um número muito grande de mulheres que sofrem com a trombofilia. Conheço grupo de aplicativo (de celular) com mais de sete mil mulheres", ratificou ele.  

Em termos médicos, a trombofilia é uma maior propensão à ocorrência de eventos trombóticos venosos. É uma tendência ao chamado “sangue grosso”, que, na prática, contribui para o entupimento de veias. Não se trata de uma doença, mas de uma condição que pode ter diferentes causas.

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