Cidades

auditoria

Prefeitura do interior corta gratificação de 100% de professores

Servidores que atuam na zona rural recebiam benefício desde 2012

Redação

18/09/2017 - 18h43

Os 44 professores da zona rural de Paranaíba discutem greve se a prefeitura do município não devolver a gratificação que os servidores recebem desde janeiro de 2012. O valor é de 100% de acordo com o salário-base de cada professor.

“O Prefeito (Ronaldo Miziara-PSDB) está fazendo auditoria nas contas para tentar economizar o máximo e então disponibilizar valores para os professores da zona rural, mas os 100% não vai continuar. Quem sabe 20% ou 30%”,  adiantou a secretária de Educação, Leni Aparecida Couto Miziara. 

A próxima reunião entre os professores e o prefeito está marcada para o dia 29 de setembro. Na semana passada, no dia 12, representantes dos servidores que atuam na zona rural reuniram-se com o prefeito de Paranaíba para iniciar as tratativas sobre a possibilidade de manter a gratificação, porém ele já sinalizou que não vai conseguir sustentar o valor de 100%.

“O piso salarial deles é de R$ 1.910,00 e são mais de R$ 4.248.993 de despesas mensais. Com essa crise não vai ter como continuar a pagar essa gratificação”, explicou a secretária de Educação.

A gratificação foi sancionada pelo Executivo em 2012 e há cinco anos os 24 professores concursados e os outros 20 contratados contam com esse valor extra.

A secretária de Educação disse que foi identificado que não há ocorrência de difiícil acesso aos professores porque há transporte custeado pela prefeitura.

“Eles (professores) não têm dificuldade nenhuma em ir às escolas. Ônibus da prefeitura pegam esses professores nas portas de suas casas. Eles dão aulas para apenas 12 alunos por sala, enquanto professores da zona urbana lecionam para mais de 30 em cada sala e fora o estresse da indisciplina que é maior na zona urbana”, opinou Leni Miziara. 

A secretária informou que são 300 alunos na zona rural contra 3.600 da zona urbana e que os 44 professores que lecionam em áreas mais distantes custam, para os cofres públicos, quase o mesmo valor que os professores da zona urbana.

“No total são R$ 4.248.993 só para pagar a folha de professores da zona rural. Eles também recebem café-da-manhã e almoço”, argumentou a secretária. 

A reportagem não conseguiu falar com o sindicato da categoria para detalhar como a entidade deve atuar ou quais propostas alternativas podem ser apresentadas.

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