Mesmo com a irregularidades constatadas na compra de potencial construtivo feita pela HVM Incorporações, responsável pela construção do Edifício Vertigo, a Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb) ainda não solicitou o embargo da obra à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur).
Além disso, o empreendimento, que terá 35 pavimentos e 110 metros de altura, vai impactar significativamente o trânsito local, quando da efetiva ocupação dos apartamentos por novos moradores.
Comerciantes e trabalhadores do Bairro Jardim dos Estados temem tal impacto, já que o prédio está sendo erguido em local central, na Travessa Ana Vani, esquina com a Rua 15 de Novembro.
O Rádio Clube, que no ano passado tornou possível o lançamento do empreendimento ao vender seu potencial construtivo, tinha até o dia 5 de maio deste ano para concluir a reforma de sua antiga sede – tombada como patrimônio histórico.
Somente desta forma seria autorizada a construção do edifício com mais de 15 andares. As edificações da região podem ter, no máximo, metade dos 18 mil metros quadrados previstos no edifício.
O termo de transferência do potencial construtivo do Rádio Clube para a HVM foi firmado em 4 de novembro do ano passado.
A partir desta data, o clube teve 180 dias para recuperar a edificação tombada, o que não foi feito. Nem mesmo o pagamento dos R$ 1,16 milhão pela transferência do potencial. O clube recebeu somente R$ 100 mil.
Os impactos do empreedimento desta magnitude preocupa quem circula pela região, em especial no que se refere ao trânsito.
*Leia reportagem, de Tainá Jara, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.