A Polícia Civil já tem imagens do homem que sequestrou duas estudantes e estuprou uma delas na noite de segunda-feira (30), em Campo Grande.
Os vídeos são de câmeras de segurança de residências próximas ao local onde as vítimas foram sequestradas, na Rua São Vicente de Paula, Vila Manoel da Costa Lima.
De acordo com a delegada Fernanda Felix Carvalho Mendes, da Deam (Delegacia Especializada no Atendimento a Mulher), a polícia ainda não tem a identificação do suspeito, mas equipes estão nas ruas para que, com a ajuda das imagens, descubram quem é o homem.
"Pedimos um pouco de paciência, mas nós estamos trabalhando para encontrar o autor desse crime que chocou a todos", disse a delegada.
Uma equipe da Deam também tenta localizar outros vídeos que mostrem o autor em melhor ângulo. As imagens que já estão nas mãos da polícia não foram divulgadas.
SEQUESTRO E ESTUPRO
O crime aconteceu por volta das 20h40, enquanto as vítimas saíam da universidade, localizada na Ceará. A jovem de 22 anos relatou que havia deixado a camionete do pai, modelo S10, estacionada na Rua São Vicente de Paula, perto da instituição.
Quando ela e a amiga se aproximaram do veículo, foram abordadas pelo estuprador que estava escorado em uma árvore.
A atitude do bandido deu a entender que ele já sabia que a jovem estaria naquele local. Portando uma pistola calibre .40, ele anunciou roubo e obrigou que elas entrassem na camionete e ficassem de cabeça abaixada.
O homem assumiu a direção e passou a rodar pela cidade, em alta velocidade. As vítimas tiveram a impressão de que ele pegou alguma rodovia. Cerca de 25 minutos depois, perceberam que estavam perto do Hospital do Pênfigo, na saída para Sidrolândia.
Lá, o homem entrou em uma rua de terra, parou em um local pouco movimentado e obrigou que as jovens tirassem a roupa. Depois de tocar ambas, avançou contra a vítima, dizendo que estava a estuprando porque o namorado dela teria saído com sua mulher anos atrás.
O estuprador ainda perguntou quem seriam algumas pessoas que estavam recentemente na casa da jovem, confirmando a hipótese de que ele a conhecia. Após consumar o ato, obrigou que entrassem novamente na camionete e voltou a circular pela cidade.
Ele parou em outro local escuro, onde a violentou pela segunda vez. Em seguida, ordenou que ambas sujassem as mãos de barro e passem nas portas, volante e câmbio, como forma de apagar impressões digitais.
Sempre as ameaçando com a arma, fez com que uma delas dirigisse até perto da Rua da Divisão, no Bairro Parati. Lá, assumiu novamente a direção e depois as abandonou. O autor era moreno claro, entre 23 e 24 anos, cerca de um 1,75m e com cabelos cacheados.
Assustadas, as estudantes pediram socorro e foram deixadas na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da Vila Piratininga. Enquanto prestavam depoimento sobre o ocorrido, receberam informação de que a camionete havia sido encontrada incendiada no cruzamento da Rua Maria de Lourdes Barbosa com a Rua José Ribeiro Soares, no Jardim Colibri.