A investigação sobre o atropelamento que matou a aposentada Verônica Ricalde Fernandes, de 91 anos, aguarda laudos para ser concluído.
Ela andava na calçada perto da Avenida José Nogueira Vieira, no Bairro Tiradentes, no dia 13 de setembro, em Campo Grande. A esposa do procurador Gilberto Robalinho da Silva conduzia o carro que atingiu a vítima.
A informação sobre o andamento do inquérito passado mais de 30 dias do período para sua conclusão foi confirmada hoje (6) pela titular da 4ª Delegacia de Campo Grande, Célia Maria Bezerra.
"Não temos como encerrar o inquérito ou indiciar a autora enquanto não recebermos o laudo conclusivo", explica.
Cirlene Alves Lelis Robalinho, 48 anos, conduzia o veículo que atropelou a idosa. Ela afirmou em depoimento que sofreu um mal súbito, resultando na perda do controle do carro e atropelamento da pedestre.
No entanto, testemunhas que assistiram ao acidente disseram que viram a motorista falando ao celular antes do atropelamento.
Outro agravante do acontecimento foi o veículo Uno ter sido retirado do local do acidente antes da perícia criminal chegar.
Conforme relatos de policiais que atenderam a ocorrência, isso aconteceu para evitar que o carro fosse depredado, em função da revolta dos moradores que conheciam a vítima. Ao mesmo tempo, houve mudança da cena do crime, o que pode influenciar no laudo final que aponta para a prova sobre o que causou o atropelamento.
Caso fique comprovado que a esposa do procurador do Ministério Público Estadual falava ao telefone celular no momento do acontecido, ela pode ser indicada por homícidio doloso, quando há intenção de matar.