O papel da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) dividiu a opinião dos participantes de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH).
Alguns criticaram a constitucionalidade da criação da empresa, enquanto outros reconheceram a melhoria no atendimento dos hospitais universitários. Em Mato Grosso do Sul, a Ebserh administra os hospitais universitários Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande, e o da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).
O senador Paulo Paim (PT – RS) vai examinar todas as propostas apresentadas para buscar consenso.
“A visão da maioria dos gestores que estão à frente das nossas universidades é de que este modelo é melhor do que aquele que a gente tinha, separadamente, com cada um correndo, com seu desespero, atrás do recurso”, defendeu o representante do Ministério da Educação na audiência, Mauro Rabelo.
Uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questiona a constitucionalidade da estatal e parte do movimento contrário à Ebserh vem principalmente de médicos. O presidente da Federação Nacional dos profissionais, Jorge Darze, argumentou que a empresa interfere na autonomia das universidades.
"Estão sofrendo uma tortura na sua sobrevivência, estão morrendo à míngua", criticou o médico.
Presente na audiência, o presidente da Ebserh, Kleber Morais, negou que haja interferência e falta de recursos. “Todos recebem o mesmo percentual de recursos, em função de uma matriz, e podemos revê-la, que eventualmente ela está antiga”, disse.
Representantes do Tribunal de Contas da União (TCU) e de universidades também participaram da discussão.