Cidades

Estado de alerta

Com chuvas acima da média, <br>nível de rios sobe e preocupa

Em 20 dos 27 pontos monitorados, houve mais chuva no mês de outubro deste ano do que em 2016

Redação

26/11/2017 - 15h54

Com mais chuvas que o habitual, quem mora nos municípios cercados por rios já começa a se preocupar com alagamentos. O Rio Miranda, por exemplo, que passa pela cidade de mesmo nome e tem vários povoados às margens, já registrou sete metros de lâmina d’água, quando o normal é quatro metros.

De acordo com o Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS), em 20 dos 27 pontos monitorados, houve mais chuva no mês de outubro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

A maior ocorrência de chuvas se dá nos municípios da região do Pantanal. No ponto de monitoramento da localidade de Nhumirim, próximo a Corumbá, em outubro do ano passado foram registrados 53,2 milímetros de chuva e, neste ano, 223 milímetros. 

Em Miranda, a quantidade de chuva também saltou de 68,8 para 304,4 milímetros de chuva. Conforme a coordenadora técnica do Cemtec, Franciane Rodrigues, isso se dá porque a chuva nessa época do ano entra no Estado pela região Oeste.

“Há um sistema de baixa pressão bem acentuado na região de fronteira, o que provoca essa instabilidade. Com o deslocamento do bloqueio atmosférico da alta pressão para o Nordeste do País, abriu-se o canal de umidade e as frentes frias começaram a entrar no Estado, trazendo chuvas mais frequentes e intensas”, explica.

Segundo a técnica, novembro também deve registrar chuvas acima da média, embora não exista nenhum sistema de grande escala que possa provocar uma elevação acentuada no índice pluviométrico.

MONITORAMENTO

A Sala de Situação faz o monitoramento do volume dos leitos dos rios e aciona o serviço de Defesa Civil tanto do Estado, quanto dos municípios, para evitar danos maiores em casos de cheias.

Na terça-feira (21), o leito do Miranda continuava no nível de alerta, com seis metros de volume de água. No ano passado a cheia foi severa, o rio ultrapassou 12 metros e desabrigou centenas de famílias.

Outro rio que apresentou elevação anormal no leito foi o Coxim, que corta o município de mesmo nome, entre outras localidades. O nível normal do leito do rio é de três metros, mas estava em 4,51 metros. O Imasul tem 13 estações de monitoramento no Estado, sendo 11 na região do Pantanal.

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