Com a morte de Lucas Henrique de Souza Mateus, 21 anos, na manhã de hoje, o acadêmico de Medicina Rodrigo Souza Augusto, 26 anos, passa a responder por homicído culposo - quando não havia intenção de matar. O tipo de crime ainda pode mudar até o fim das investigações da Polícia Civil para o doloso, quando há intenção.
Lucas foi atropelado por Rodrigo na madrugada de sábado (25), no cruzamento das Ruas Euclides da Cunha e Ceará. O motorista estava embriagado.
Conforme o delegado Mário Donizete Feraz de Queiroz, titular da 1ª Delegacia de Polícia da Capital, no dia do acidente Rodrigo foi autuado por lesão corporal grave culposa. Como a vítima atropelada foi para o hospital e veio a falecer hoje, o inquérito agora será por homicídio culposo.
No entanto, o delegado afirmou que, se comprovado que o motorista assumiu o risco de matar a vítima, a tipificação muda novamente, e ele responderá por homicídio doloso - quando há intenção de matar.
"Ainda vamos ouvir testemunhas, esperar os laudos, conduzir a investigação. Mas, por enquanto, o que muda é esta tipificação para homicídio", explicou o delegado.
Queiroz avalia ainda se irá pedir revogação da liberdade preventiva do motorista, já que a consequência do caso mudou. "Tudo depende do que vamos apurar nos próximos dias", disse.
Para sair da cadeia, o universitário pagou R$ 50,5 mil de fiança. A decisão foi dada pelo juiz plantonista Aldo Ferreira da Silva no domingo (27).
ACIDENTE
Na madrugada de sábado (25), o suspeito voltava de uma festa de comemoração pelo fim do curso de Medicina, quando atropelou Lucas no cruzamento das ruas Euclides da Cunhab e Ceará.
Ele fez o teste do bafômetro e em depoimento relatou que estava trafegando em torno de 60 km/h, sendo a velocidade máxima permitida na via de 50 km/h. O teste o bafômetro resultou em 0,85 miligramas de álcool por litro de sangue, sendo que o limite máximo para não ser preso é de 0,3 mg/l.
Rodrigo ficou preso na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) centro de sábado até domingo e pegou R$ 50,5 mil de fiança para sair da cadeia. Além da fiança, o estudante está proibido de se ausentar da cidade sem prévia autorização judicial e deve entregar seu passaporte em cartório.
Ele ainda deverá cumprir recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga e terá que usar tornozeleira eletrônica.