O Conselho de Justificação da Polícia Militar investiga administrativamente a tenente-coronel Itamara Romeiro Nogueira, 40, pelo homicídio do marido Valdeni Lopes Nogueira, 47. O procedimento avalia se ela tem "condições morais" de permanecer no cargo. Entretanto, cabe somente ao governador Reinaldo Azambuja decidir quais sanções serão aplicadas, partindo desde a possibilidade de advertência até à exclusão da corporação.
Há pelo menos dois meses Itamara participava de audiências com corregedores da PM. Durante o processo, foram colhidos depoimentos e provas que buscam apontar se ela maculou a honra pessoal, o pundonor policial militar ou agiu com desleixo na função. Na última sexta-feira, o advogado José Roberto Rodrigues da Rosa encaminhou às alegações finais. Agora, cabe ao Conselho analisar os autos e se manifestar em 30 dias.
O posicionamento será encaminhado ao Comando-Geral da PM que, por sua vez, redistribui ao Governo do Estado - cabe recurso na decisão. De acordo com o advogado, é possível que o resultado seja publicado somente no ano quem, até por conta dos recessos de fim de ano. Ele lembra ainda que a defesa foi pautada na carreira exemplar de Itamara. "Ela nunca esteve envolvida em outro caso do tipo e agiu em legítima defesa", pontuou.
O CASO
No dia 12 de julho do ano passado, Itamara e Valdeni discutiram na casa onde moravam no Bairro Santo Antônio. À época, a policial alegou que, após ser agredida e ameaçada de morte, reagiu mais rápido e atirou duas vezes no marido antes que ele pegasse a arma dele para matá-la. Itamara chegou a ser presa, mas responde pelo crime em liberdade.Valdeni foi socorrido, mas morreu na Santa Casa. O processo criminal aguarda cartas precatórias.