Cidades

Novo ministro

Governo perde 'batalha' se reforma ficar para 2018, diz Carlos Marun

Integrante da 'tropa de choque' de Temer, deputado assumirá cargo na quinta

Redação

11/12/2017 - 11h42

O futuro ministro da Secretaria de Governo, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), afirmou nesta segunda-feira (11) que terá perdido uma "batalha”, mas não “a guerra”, caso a reforma da Previdência não seja votada pela Câmara na próxima semana.

Marun tomará posse como ministro na quinta-feira (14) e passará a ser responsável pela articulação política entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, após a saída de Antonio Imbassahy (PSDB-BA) do cargo.

“Eu assumo quinta-feira com o objetivo de contribuir para que nós votemos na semana que vem. Sem dúvida alguma, se não conseguirmos, eu vou sentir a verdade: que nós perdemos uma batalha, mas não termos perdido a guerra”, disse o parlamentar.

Pela previsão do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), a Casa iniciará a discussão sobre a reforma já nesta quinta, com votação na próxima semana, assim como deseja o governo Michel Temer.

Na estimativa de Marun, porém, nesta semana, o governo ainda precisará convencer entre 40 e 50 deputados indecisos ou que se posicionaram contra a reforma. Para ser aprovada na Câmara, a emenda constitucional precisa do apoio de ao menos 308 deputados em dois turnos.

“Eu calculo entorno de 40 ou 50 votos que nós devemos ainda buscar para chegar ao plenário com segurança. O que estamos precisando neste momento é uma onda positiva. Nós temos um crescimento constante, mas ainda não veio aquela onda”, disse.

Questionado sobre o que pode acontecer se o texto não for votado neste ano, Marun explicou que o projeto vai continuar na pouta do plenário, já que a discussão terá sido iniciada.

Ainda assim, Marun disse estar “muito otimista” e afirmou esperar que a Câmara vote e aprove a reforma da Previdência na próxima semana.

O deputado também argumentou que a distribuição de cargos e emendas parlamentares não é “determinante” para a aprovação do projeto.

“Determinante é o pensamento do parlamentar em relação ao que vai votar, em relação à necessidade (da aprovação)”, disse. “Temos que trabalhar aqueles colegas que são membros de partidos que, a princípio, defendem a reforma [...] e que hoje ainda se colocam como indecisos ou contrários”, ressaltou.

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