Dos 585 ônibus em operação no transporte coletivo de Campo Grande, 19 estão com o período de vida útil vencido, ou seja, não deveriam estar circulando. São veículos fabricados em 2007, mas o contrato firmado entre a Prefeitura e o Consórcio Guaicurus prevê que deveriam ter sido retirados de circulação no ano passado.
Enquanto isso, diariamente, usuários enfrentam os mais diversos despropósitos ao utilizar o transporte coletivo, como atrasos por falhas mecânicas, bancos quebrados e a mais recente reclamação: chuva dentro do coletivo.
É o que ocorreu na semana passada, no Terminal Morenão. Usuários do transporte coletivo registraram vazamento no teto de um dos veículos durante uma chuva.
A funcionária pública Mari Ferreira, 39 anos, estava no ônibus do itinerário Ramez Tebet e disse que havia uma goteira. “A senhora abriu o guarda-chuva e todos do ônibus começaram a rir. Mas a gente tem que rir né, fazer o quê? Chorar é que não dá”.
Contudo, os constrangimentos causados aos passageiros pela precariedade dos ônibus não são os únicos problemas. Fiscal da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), responsável por acompanhar o serviço da concessionária, afirmou ao Correio do Estado que o risco de acidentes é enorme.
*Leia reportagem, de Luana Rodrigues, na edição de sábado/domingo do jornal Correio do Estado.