Cidades

CRIME AMBIENTAL

Fazendeiro é multado por desmatar 14 hectares de vegetação nativa

Flagrante aconteceu no município de Caracol na propriedade do infrator

Aline Oliveira

08/02/2018 - 19h45

Um pecuarista de 61 anos foi autuado nesta quinta-feira (8) pela Polícia Militar Ambiental (PMA), por desmatar 14 hectares de vegetação protegida ambientalmente. O flagrante é parte da fiscalização realizada na operação Cervo-do-Pantanal, que conta com apoio de imagens de satélite para identificar infrações na flora do estado. 

Apesar da área registrar recomposição de pastagens, ainda contava parte da madeira retirada e por isso, as atividades foram interditas na propriedade rural. O dono do local reside em Campo Grande e foi autuado com multa de R$ 5,1 mil. 

Além disso, recebeu notificação informando que terá de apresentar um Plano de Recuperação da Área Degradada e Alterada (Prada), junto ao órgão ambiental estadual. O monitoramento na região tem sido constante, visto que há quatro dias um pecuarista foi autuado por desmatar ilegalmente 30 hectares de vegetação nativa. 

CERVO DO PANTANAL

Nesta operação, a PMA recebeu 594 vistorias de possíveis desmatamentos ilegais levantados por imagem de satélites na bacia do rio Paraguai pelo Núcleo de Geoprocessamento (NUGEO) do Ministério Público Estadual (MPE). Vários desmatamentos ilegais já foram autuados.

Outra ocorrência que demonstra a falta de conscientização de proprietários de áreas rurais aconteceu em Inocência. A equipe da PMA de Três Lagoas identificou em uma fazenda diversas degradações ambientais, inclusive em área de preservação permanente (APP). Além disso, o fazendeiro incendiou parte da madeira retirada das árvores derrubadas, tudo sem autorização ambiental. 

O proprietário reside em Adamantina (SP) foi autuado e multado em R$ 23.900. Além disso, pode responder por crimes ambientais relativos a degradação da APP que pode punir com um a três anos de reclusão. 

Outra informação divulgada pelos militares é que na localidade existe um curso d’água natural e o gado era mantido adentrando as matas ciliares. Não havia cercas protegendo a vegetação nativa, e devido ao gado ter acesso ao córrego, a área estava degradada devido ao pisoteio dos animais.

A falta de conservação do solo na propriedade e o pisoteio dos animais fizeram com que surgissem processos erosivos, carreando sedimentos e causando assoreamento do córrego.

 

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