Receber visitas, correspondências ou até mesmo pedir uma pizza não é tão simples como parece para o estudante Ivan Kevin Pelegrini, 20 anos. Ele mora na Rua Zulmira Borba, Bairro Nova Lima, onde a numeração de sua casa não segue a ordem das residências vizinhas.
“Se eu coloco no GPS o número verdadeiro daqui de casa, a localização vai sair lá no fim da rua. É difícil encontrar aqui. Eu acabo recorrendo a pontos de referência para ensinar alguém a chegar”, explica Pelegrini. Sua casa é a número 81, mas fica na altura do número 1.400 da Rua Zulmira Borba.
Em frente à residência do estudante, uma oficina mecânica ostenta dois números diferentes na parede. Na fachada, o número pintado é o 1.442, mas na parede ao lado, que faz face à Rua Jorge Mascarenhas, uma placa mostra o número 752. O proprietário do estabelecimento não soube explicar o motivo da numeração diferente.
O vendedor ambulante Manoel Henrique Vieira, 30, trabalha oferecendo produtos de porta em porta no Nova Lima, mas costuma se perder quando precisa levar uma encomenda para endereços com numeração irregular. “Não faz sentido. A gente anda, anda, anda e não encontra a casa”.
O problema não é isolado e motivou a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul a mover ação civil pública contra o município que pede indenização de R$ 412,1 milhões por danos morais coletivos.
*Leia reportagem, de Jones Mário, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.