A 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande solicitou a quebra do sigilo bancário do ex-diretor, Deusdete de Oliveira, e de ex-servidores da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).
Eles foram alvos de investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) que acabou descobrindo rombo de R$ 17 milhões na agência. As fraudes ocorreram na época em que Deusdete comandava a Agepen, até 2013.
Em nota, a assessoria de imprensa da Agepen reforçou que as investigações não são referentes a gestão atual e que, a maioria dos citados no pedido de quebra de sigilo bancário nunca integraram quadro efetivo da Agência. “Eram cargos comissionados e outros que são servidores efetivos não estão mais nas funções de confiança citadas há muito tempo”.
Ainda segundo a assessoria da Agepen, as investigações do Gaeco foram "provocadas" pela própria agência após uma auditoria realizada durante a gestão de Ailton Stropa em que ficou constatado os gastos excessivos da Agepen.
Ailton Stropa também não é mais diretor da Agência. Ele renunciou ao cargo em meio a investigação de corrupção na autarquia.