Um trecho de 200 metros com mais de 30 buracos. A situação da Rua Ipanema, na Vila Sobrinho, em Campo Grande, mais o prejuízo de dois pneus perdidos, foram o “incentivo” para que o engenheiro agrônomo, Ari Fialho Ardenghi, 72 anos, buscasse, por conta própria, uma solução para a lentidão do serviço de tapa-buracos, em Campo Grande.
Cansado de esperar pelo pode público, ele pesquisou na internet uma maneira rápida e barata de resolver o problema,e encontrou uma mistura de terra e cimento, que começou a depositar nas crateras que tinha em frente de casa.
“Eu já tinha perdido dois pneus de carro aqui na frente de casa, a rua estava intransitável. Então, nós pesquisamos e encontramos essa mistura que se chama solo-cimento. São quatro partes de terra, mais uma de cimento e está pronto”, ensina.
O trabalho começou em janeiro, depois de alguns meses de testes e pesquisas, e chamou a atenção dos vizinhos. “As pessoas passavam aqui e ficavam me olhando com a pá na mão. Alguns não concordavam muito, mas três garotos me ajudaram. Hoje todos aproveitam da rua, que está bem melhor”, conta.
* Leia a reportagem, de Luana Rodrigues, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.