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Em dois anos, 10,2 mil vagas na UFMS deixam de ser preenchidas

Vacância na universidade chegou a 43% entre 2016 e 2017

Redação

09/05/2018 - 07h00

Em dois anos, das 23.610 vagas ofertadas em graduação e em pós-graduação na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), 10.210 não foram preenchidas, o que equivale a 43,2% – outros 56,8% das vagas foram ocupadas. O número corresponde aos exercícios de 2016 e 2017 e foi revelado em relatório da instituição, divulgado na última semana.

O menor índice de preenchimento é o da reoferta de vagas aos cursos de graduação, com 18,2%. Do total de 11.052 lugares disponibilizados a portadores de diploma, refugiados e ao ingresso via processos seletivos por transferências interna e externa, 9.037 permaneceram desocupados no período.

Há casos em que nenhuma vaga reofertada é preenchida. Em 2016, os Institutos de Física e Química, na Cidade Universitária, em Campo Grande, abriram 175 vagas e não tiveram nenhum ingresso. O mesmo ocorreu nos campi de Aquidauana e Naviraí, que oportunizaram 733 matrículas. No ano passado, apenas 3% da oferta no campus de Coxim registrou interessados.

Já na pós-graduação, o índice de preenchimento das vagas ofertadas nos últimos dois anos foi de 77%. Dos 2.108 lugares disponibilizados, 488 ficaram ociosos.

No ano passado, 80% das oportunidades em pós-graduação na Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (Facfan) ficaram incompletas. Em 2016, 65% das vagas disponíveis no Instituto de Química deixaram de ser preenchidas.

Mas quando se fala na porcentagem de ocupação das vagas ofertadas na graduação entre 2016 e 2017, o preenchimento foi alto, ficando em 93,4% e com uma sobra de apenas 685 lugares. O relatório aponta que, nos dois últimos anos, 10.450 novas vagas foram criadas para acesso via Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

O campus de Coxim – novamente – é destaque negativo. Das 200 novas matrículas dispostas por ano no polo da UFMS, sobraram 82 em 2016 e 69, em 2017.

Mesmo a Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia (Faeng), uma das mais concorridas na Cidade Universitária, registrou deficit na procura. Há dois anos, foram disponibilizadas 510 vagas via Sisu, das quais 99 não foram ocupadas.

MOTIVOS

O diagnóstico que o Diretório Central dos Estudantes (DCE) faz sobre a sobra de vagas é de que a assistência a deficiente afasta os calouros (recém-ingressos). O estudante de Sistemas de Informação e diretor de relações acadêmicas da entidade, Wellington Idino, 25 anos, resume o problema.

“Essa sobra está relacionada à falta de políticas de assistência estudantil. A gente sabe de casos de colegas que passam no vestibular aqui, mas voltam para sua cidade de origem porque não conseguem uma bolsa, um auxílio. A verba que vem para ajuda aos estudantes é escassa”.

Voluntária no DCE, Mônica Vasconcelos, 20 anos, cursa Economia e afirma que a universidade não é atrativa, pois faltam professores e infraestrutura. Segundo ela, uma média de quatro estudantes se formam por ano, na contramão dos 50 novos alunos aceitos a cada dois semestres no curso.

Em janeiro deste ano, a UFMS lançou o edital de seleção para auxílios de assistência estudantil. São quatro opções de benefícios, dos quais o auxílio-permanência e o auxílio-moradia oferecem R$ 400,00 mensais. 

O auxílio-alimentação – que não abrange os campi da Capital e de Três Lagoas, onde existem restaurantes universitários – é de R$ 250,00. Já o auxílio-creche paga R$ 150,00 por mês a mães, pais ou responsáveis por crianças de até seis anos que não encontraram vaga em centro de educação infantil.

Para este ano, foram abertas 517 vagas para os auxílios. O estudante não pode ser graduado e deve comprovar renda de até um salário mínimo e meio – R$ 1.431,00 – para pleitear um dos benefícios. Segundo a UFMS, 4.847 acadêmicos foram contemplados pelos auxílios em 2017.

Existem também a bolsa do Projeto Milton Santos de Acesso ao Ensino Superior (Promisaes), de R$ 622,00, para acadêmicos estrangeiros participantes do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G); e o auxílio-emergência, de R$ 400,00, voltado a discentes com alto risco de evasão e oriundos, preferencialmente, de cidade distinta da localização do campus. Este segundo tem duração de até três meses e pode ser renovado uma única vez.

Em 2017, o orçamento programado pela UFMS para custear assistência aos estudantes foi de R$ 14,8 milhões. Para este ano, a previsão de investimentos nesta rubrica aumentou em R$ 100 mil. A verba é proveniente do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), do Ministério da Educação.

Em dois anos, das 23.610 vagas ofertadas em graduação e em pós-graduação na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), 10.210 não foram preenchidas, o que equivale a 43,2% – outros 56,8% das vagas foram ocupadas. O número corresponde aos exercícios de 2016 e 2017 e foi revelado em relatório da instituição, divulgado na última semana.

O menor índice de preenchimento é o da reoferta de vagas aos cursos de graduação, com 18,2%. Do total de 11.052 lugares disponibilizados a portadores de diploma, refugiados e ao ingresso via processos seletivos por transferências interna e externa, 9.037 permaneceram desocupados no período.

Há casos em que nenhuma vaga reofertada é preenchida. Em 2016, os Institutos de Física e Química, na Cidade Universitária, em Campo Grande, abriram 175 vagas e não tiveram nenhum ingresso. O mesmo ocorreu nos campi de Aquidauana e Naviraí, que oportunizaram 733 matrículas. No ano passado, apenas 3% da oferta no campus de Coxim registrou interessados.

Já na pós-graduação, o índice de preenchimento das vagas ofertadas nos últimos dois anos foi de 77%. Dos 2.108 lugares disponibilizados, 488 ficaram ociosos.

No ano passado, 80% das oportunidades em pós-graduação na Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (Facfan) ficaram incompletas. Em 2016, 65% das vagas disponíveis no Instituto de Química deixaram de ser preenchidas.

Mas quando se fala na porcentagem de ocupação das vagas ofertadas na graduação entre 2016 e 2017, o preenchimento foi alto, ficando em 93,4% e com uma sobra de apenas 685 lugares. O relatório aponta que, nos dois últimos anos, 10.450 novas vagas foram criadas para acesso via Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

O campus de Coxim – novamente – é destaque negativo. Das 200 novas matrículas dispostas por ano no polo da UFMS, sobraram 82 em 2016 e 69, em 2017.

Mesmo a Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia (Faeng), uma das mais concorridas na Cidade Universitária, registrou deficit na procura. Há dois anos, foram disponibilizadas 510 vagas via Sisu, das quais 99 não foram ocupadas.

MOTIVOS

O diagnóstico que o Diretório Central dos Estudantes (DCE) faz sobre a sobra de vagas é de que a assistência a deficiente afasta os calouros (recém-ingressos). O estudante de Sistemas de Informação e diretor de relações acadêmicas da entidade, Wellington Idino, 25 anos, resume o problema.

“Essa sobra está relacionada à falta de políticas de assistência estudantil. A gente sabe de casos de colegas que passam no vestibular aqui, mas voltam para sua cidade de origem porque não conseguem uma bolsa, um auxílio. A verba que vem para ajuda aos estudantes é escassa”.

Voluntária no DCE, Mônica Vasconcelos, 20 anos, cursa Economia e afirma que a universidade não é atrativa, pois faltam professores e infraestrutura. Segundo ela, uma média de quatro estudantes se formam por ano, na contramão dos 50 novos alunos aceitos a cada dois semestres no curso.

Em janeiro deste ano, a UFMS lançou o edital de seleção para auxílios de assistência estudantil. São quatro opções de benefícios, dos quais o auxílio-permanência e o auxílio-moradia oferecem R$ 400,00 mensais. 

O auxílio-alimentação – que não abrange os campi da Capital e de Três Lagoas, onde existem restaurantes universitários – é de R$ 250,00. Já o auxílio-creche paga R$ 150,00 por mês a mães, pais ou responsáveis por crianças de até seis anos que não encontraram vaga em centro de educação infantil.

Para este ano, foram abertas 517 vagas para os auxílios. O estudante não pode ser graduado e deve comprovar renda de até um salário mínimo e meio – R$ 1.431,00 – para pleitear um dos benefícios. Segundo a UFMS, 4.847 acadêmicos foram contemplados pelos auxílios em 2017.

Existem também a bolsa do Projeto Milton Santos de Acesso ao Ensino Superior (Promisaes), de R$ 622,00, para acadêmicos estrangeiros participantes do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G); e o auxílio-emergência, de R$ 400,00, voltado a discentes com alto risco de evasão e oriundos, preferencialmente, de cidade distinta da localização do campus. Este segundo tem duração de até três meses e pode ser renovado uma única vez.

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