Depois de sete anos utilizando as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como única via de ingresso aos cursos de graduação, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) “ressuscitou” o vestibular este ano. Com a medida, a sobra de vagas aumentou.
Segundo a UFMS, o índice de ocupação das 5.265 vagas oferecidas no verão de 2018 foi de 94%, ou seja, 316 lugares não foram aproveitados. No ano passado, conforme relatório divulgado pela instituição de ensino, a taxa de preenchimento ficou em 96%, com 5.220 vagas abertas e resto de 184 ociosas.
O acesso via Sistema de Seleção Unificado (Sisu), que aproveita as notas do Enem, contemplou 70% das vagas ofertadas em 2018. Os outros 30% foram destinados ao vestibular, que contou com 8 mil candidatos. A UFMS dispõe de 114 cursos de graduação presenciais em dez municípios.
A universidade alega que tem ampliado as formas de acesso, de modo a ocupar as vagas que sobram. Entre as opções, estão as transferências de outras instituições de Ensino Superior por meio de programa de mobilidade ou intercâmbio e o ingresso de portador de diploma de curso superior.
O índice de evasão também preocupa a administração da universidade. No ano passado, segundo consta em relatório divulgado na última semana, 3.009 estudantes abandonaram a UFMS. O montante corresponde a uma razão de 17 evasões para cada 100 matrículas. O ano de 2016 foi ainda mais problemático, quando 3.291 acadêmicos deixaram a graduação – 21 evasões a cada 100 calouros (recém-ingressados).
O maior indicativo de 2017 foi detectado no Instituto de Matemática (Inma), localizado na cidade universitária, em Campo Grande. Foram 31 evasões para cada 100 novos estudantes, ou seja, pelo menos um terço dos acadêmicos desistiu do curso.
A Faculdade de Computação (Facom) e o Instituto de Química (Inqui), também situados na Capital, completam o “pódio” de evasões. No primeiro, são 26 abandonos a cada 100 matrículas. No segundo, o índice chega a 24 desistências para cada 100 ingressos.