O projeto de lei que prevê reajuste salarial para os professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande deve ser encaminhado em breve à Câmara de Vereadores. Ontem, o Executivo municipal fechou acordo com a categoria para conceder o aumento de forma parcelada. A partir de maio, o salário será reajustado em 3,04%. Outros 4,77% serão concedidos em dezembro.
De acordo com o presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação (ACP), Lucílio Nobre, o porcentual total de 7,81% equivale a 6,81% previstos para 2018 pela lei do piso salarial dos professores e 1% é de parte de um total de 17,89% de retroativos.
Os índices não aplicados são referentes a 2015, quando não houve reajuste, e 2016, quando foram concedidos apenas 3,31%.
“Queríamos que a prefeitura apresentasse um cronograma de cumprimento para chegar ao piso de 20h, mas eles alegaram dificuldades financeiras e não poderiam se comprometer com isso”.
Com a concessão desses reajustes, a partir de junho, o salário inicial para um professor que atua em regime de 20h semanais será de R$ 1.851,36, e para os que atuam em regime de 40h semanais será de R$ 3.702,72. No início de 2019, esses valores serão de R$ 1.937,06 e R$ 3.983,37, respectivamente.
Os demais servidores municipais não têm perspectiva de quanto devem receber de reajuste. De acordo com o presidente do Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais de Campo Grande (Sisem-MS), Marcos Tabosa, apesar de duas reuniões já terem sido realizadas, a prefeitura ainda não apresentou contraproposta para o pedido de 30% de aumento, além de outros pedidos específicos das funções.
O sindicato representa mais de 10 mil servidores. “Temos uma reunião na sexta-feira e esperamos avançar nas negociações para ter uma proposta para apreciação em assembleia”.