Mais uma etapa da Operação Shirak deflagrada em São Paulo e Mato Grosso do Sul foi cumprida nesta quinta-feira (24), em Nova Andradina. O delegado da Polícia Civil do município de Rosana (SP), Ramon Euclides Guarnieri confirmou que pediu o sequestro dos bens apreendidos na oficina que servia para desmanche de veículos furtados, para uma organização criminosa com atuação nos dois estados.
A primeira etapa aconteceu no dia 18 de maio e resultou na prisão de sete pessoas sendo três em Nova Andradina, uma em Ivinhema, uma em Dourados e duas em Primavera, Distrito de Rosana (SP). Na ocasião foram apreendidas diversas peças de caminhonetes, um motor com númeração raspada, um caminhão-guincho, quatro veículos e diversas ferramentas utilizadas para desmontar as peças dos automóveis.
Durante entrevista concedida ao Nova News, o delegado Ramon explicou que na ação realizada na quarta-feira (23), os policiais apreenderam em Nova Andradina, uma carreta Scania avaliada em R$ 120 mil. Outras duas caminhonetes devem ser apreendidas em novas fases da operação, porém, a pedido da polícia paulista, mais detalhes sobre as próximas etapas dos trabalhos não serão divulgados para não atrapalhar as investigações.
Sobre os bens já apreendidos, o delegado de Rosana disse que pediu o sequestro de todos eles, avaliados em R$ 260 mil. Sequestro é o termo jurídico usado para casos em que bens e propriedades são, de certa forma, confiscados pela Justiça. Decretado o sequestro, o juiz nomeará um fiel depositário para os bens, podendo este ser uma pessoa de confiança indicada pela parte ou ambas as partes e que tenha idoneidade comprovada.
INVESTIGAÇÕES
Desde 2017, a Polícia Civil rastreou o envolvimento do grupo em furtos nas cidades de Euclides da Cunha Paulista, Sandovalina e Teodoro Sampaio, no Estado de São Paulo, e também no estado do Paraná. Depois de furtadas as caminhonetes, os integrantes da quadrilha desmanchavam os veículos para a revenda das peças, mediante a adulteração dos sinais identificadores.
O delegado revelou que, pelas investigações, um morador de Nova Andradina seria o coordenador da associação criminosa. Ele seria responsável por receber fotos das caminhonetes que seriam furtadas e escolhia os veículos que mais lhe agradassem. Este morador então daria autorização para que o furto fosse cometido.
Segundo o delegado, todos os presos temporários foram encaminhados para a cadeia de Presidente Venceslau (SP), onde permanecerão à disposição da Justiça.
*Com informações do Nova News