A greve dos caminhoneiros também afetou a distribuição de gás de cozinha em Campo Grande. Das 1,2 mil revendedoras que operam na Capital, cerca de 70% já estão desabastecidas e o restante, operava até o início desta sexta-feira com estoque reduzido ou próximo do mínimo, de acordo com Vilson de Lima, presidente do Sindicato do Gás de Mato Grosso do Sul.
De acordo com ele, o desabastecimento do gás começou ainda na tarde de quinta-feira e se intensificou na tarde de ontem. “São só três companhias que trabalham no Estado e abastecem as revendedoras. Na Capital, a maioria do pessoal não trabalha com estoque para mais do que um dia. Então, já acabou em muitos lugares e, quem ainda tem, está com o estoque baixo”, destacou.
Assim como ocorreu com os combustíveis, o medo de desabastecimento também provocou um aumento da procura pelo gás de cozinha. “Tradicionalmente, o campo-grandense tem a cultura de ter um botijão de gás reserva. Mas, nos últimos dias, essa procura aumentou bastante”, destacou.
PROLONGADO
Para Lima, esse desabastecimento deverá se estender por quase uma semana. “Sou bastante pessimista e acredito que, mesmo se houver acordo, o estoque só será normalizado no próximo fim de semana”.