O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul anunciou que obras nos 79 municípios serão prejudicadas por conta da paralisação dos caminhoneiros, que já dura mais de uma semana. Em Campo Grande, a restauração asfáltica da rodovia MS-040 está parada, já que manifestantes bloqueiam a passagem de caminhões e também falta combustível.
O secretário Helianey Paulo da Silva, titular da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), diz que a conclusão de outras obras deve levar tempo maior do que o previsto. Em nota à Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), a Teccon S/A explica que estava sendo impedida de transitar com caminhões, equipamentos e receber insumos necessários para a execução dos serviços.
A situação é a mesma em Bonito. Sócio-proprietário da Nautilus Engenharia, Giancarlo Camillo, detalha que a empresa tem dificuldade em concluir a pavimentação da antiga Estrada do Curê por conta de um bloqueio. “Tenho caminhão preso em Sidrolândia”.
Segundo ele, as empreiteiras encontram três problemas para dar continuidade às obras durante esse período de manifestações dos caminhoneiros: falta de combustível, de insumos, e o bloqueio que impede o tráfego de caminhões.
De acordo com o titular da Seinfra, os bloqueios podem afetar também as obras de habitação, abastecimento de água e saneamento e de fornecimento de gás natural. Já o diretor-presidente da Agesul, Emerson Pereira, alerta que mesmo após o fim da greve levará um tempo para os serviços serem normalizados.