Caminhoneiros começaram a desocupar o pátio de posto Caravagio na BR-163, em Campo Grande, nesta manhã (30). O protesto está é desfeito, mas nota-se atrito entre caminhoneiros que trabalham como autônomos e como funcionários de empresas. O pouco movimento no local não se compara com o que foi registrado na segunda-feira passada, dia em que a paralisação foi deflagrada. Quando a reportagem do Portal Correio do Estado chegou, os manifestantes guardavam seus objetos irem embora.
Os veículos estão deixando o pátio do posto, porém, motoristas que preferiram não se identificar, disseram que caminhões estão desocupando o local por ordem judicial e as manifestações vão continuar em outros pontos. Eles alegam que "quem quiser ficar pode ficar, quem quiser ir embora pode ir e quem quiser descarregar a carga que estava parada e voltar para para manifestação também pode".
Segundo Ademir Junior, um dos caminhoneiros, a categoria não concorda com o governo, e acrescentou: "Somos civilizados e para nós já deu". Caminhoneiros conseguiram mostrar a força, mesmo com o desconforto que a paralisação causou com o desabastecimento de produtos em geral, principalmente a falta do combustível.
O movimento perdeu força por conta das liminares de ações judiciais, que garantiam o fim dos bloqueios, e a intervenção feita pela força de segurança junto ao governo na escolta de caminhões, afirmam caminhoneiros.
Alguns motoristas, que receberam doações de alimentos e de produtos de higiene em geral, estavam criticando a população, dizendo que não receberam apoio, pois haviam longas filas nos postos para abastecer. Estas reclamações vieram mesmo depois de terem recebido ajuda de diversas camadas da sociedade, e de outras entidades que prestaram apoio de forma pública.
Este embate só mostra que não há sintonia entre os caminhoneiros, que desde o início da greve adotaram um discurso de não haver liderança.