Mesmo com votação planejada para maio deste ano, o novo Plano Diretor de Campo Grande está sem data para ser votado na Câmara Municipal. A afirmação é do presidente da Casa de Leis, vereador João Rocha (PSDB). “Tem tanta coisa para fazer nesse Plano Diretor, porque é muito complexo. Não temos previsão de quando vamos votar”, reforçou.
Para tentar justificar ainda mais a demora, o líder da Mesa Diretora fará uma coletiva de imprensa na segunda-feira para fundamentar a decisão do Legislativo. “Vou fazer uma coletiva na segunda-feira e vou dizer como é essa conversa. Tem muita coisa para arrumar. Há uma série de pontos que são antagônicos que envolvem a sociedade como um todo. Vamos dar um ‘norte’”.
Como o texto foi retirado da Câmara pelo prefeito Marcos Trad (PSD), por receio de uma possível ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público do Estado (MPMS), mas devolvido dias depois sem nenhuma alteração, houve uma perda de tempo maior.
“Ele [o projeto] volta a tramitar do início, mesmo sem alteração nenhuma. O relator tem de fechar o relatório dele. O texto tem de passar pelas comissões e depois será a votação. A partir da coletiva, vou dar respostas mais concretas para vocês”, concluiu Rocha.
Enquanto isso, o MPMS iniciou divulgação publicitária alegando que a minuta do coeficiente de aproveitamento 1 acrescida ao Plano Diretor serve como instrumento de justiça social e redução das desigualdades no espaço urbano.
Já há uma série de imagens de campanha de conscientização da população sobre a ideia de um Plano Diretor sustentável. Nos slogans, há frases como “Urbanizar e crescer com equilíbrio e organização”, “Combater problemas e lutar por uma cidade mais acessível a todos” e “A falta de infraestrutura urbana gera prejuízos”.